sexta-feira, janeiro 15, 2010


Ano velho, ano novo, mesmo ano.

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Não sei em certo o que vou escrever nesse post, mas estava conversando com um amigo no msn a respeito das minhas perspectivas para o ano letivo de 2010 e, involuntariamente, falei "Não me interessa muito o ano de 2010, ele provavelmente será como os outros." Acontece que eu realmente não espero muito de 2010, não sei por que. Haviam inúmeros planos para 2009, no final de 2008, rondando a minha cabeça, martelando incansavelmente até que fossem efetuados e, para uma surpresa bem desagradável, meu ano foi monótono. As coisas que moveram esse ano foram realmente chatas, seja no sentido de serem paradas ou inconvenientes.

Não estou empolgada com 2010, o novo ano que me aguarda. Existem coisas já programadas que são, sem dúvidas, maravilhosas, viagens, saídas, presentes, shows. Mas irei passar a maior parte do meu tempo na escola, e não é que eu não goste da escola, estranhamente gostei. Estranhamente por que, por mais que eu imaginasse que 2009 fosse bom, não imaginei que fosse gostar da escola, imaginei que iria vê-la com indiferença. E, por fim, gostei da escola e não do ano. Aprendi várias coisas no decorrer de 2009, e uma delas foi não julgar sem antes conhecer direito a coisa em questão. Não sei explicar.

Um amigo meu diz que eu me adapto com muita facilidade, e acabo fazendo descaso de certas coisas. Minha mãe costumava a reclamar disso também, ela me colocava de castigo, eu me adaptava ao castigo e nada mudava. Isso, segundo esse meu amigo, vem sendo um problema, por que não tenho procurado me inteirar sobre o que acontece a minha volta, mas também, como eu ia saber que iria continuar na mesma escola? Mudo de escola quase que todos os anos. É por isso que, por mais que possa soar indiferente, é essa a verdade, para mim é tudo igual. Me adaptei ao pior de tudo, ao primeiro dia de aula. E escola é um tremendo de um cliché, venhamos e convenhamos, realmente é.

Já testei de tudo. Houve uma época, em uma escola que também só permaneci por um ano, odiava aquela escola, as pessoas que estudavam lá, enfim, não foi um bom ano para mim. Eu entrava todos os anos pelo portão contando as horas pra sair, os dias pro ano acabar. Só me dava bem com três pessoas e a escola não era exatamente pequena. Sentava todos os dias na última fileira do lado, bem no meio. Ficava conversando, ria mais que qualquer outra coisa, foi o que fez meu ano valer a pena. Antes disso tentei sentar no fundão e fazer o que qualquer um que senta no fundão faz: Conversar bastante. Também não gostava daquela escola, mas diferentemente da escola que veio depois, eu adorava todos daquela escola. Era, muito estranhamente, um encontro de conhecidos. Já tinha estudado com quase todos da minha sala, os que eu nunca tinha estudado, já conhecia de quando era pequena. Foram poucos o que conheci aquele ano. E levo comigo até hoje.

Depois disso tentei uma escola bem peculiar. E, enfim, o Braga, onde eu sentava na primeira fileira, fazia perguntas, prestava atenção na aula e ignorava todos os outros seres que dividiam a sala de aula comigo. Isso por que eu já estava preparada pra 2009. Levei meu livro para a escola e lia o tempo todo quando não estava tendo aula, por que, sinceramente, ninguém ali me pareceu muito simpático e não me cativou a mínima vontade de socializar. Mas não me culpe, a forma como as pessoas naquela escola reagiram não foi lá muito amigáveis.

Acontece que aqui onde eu moro, como na maioria dos lugares, se você não segue um padrão, você normalmente não é aceito. E eu particularmente não sou a favor da ideia de mudar apenas para ser aceito em um grupo ao qual você não se identifica sob qualquer aspecto além de idade. Mas, com o tempo, as coisas foram mudando. Passei a me dar bem até mesmo com as pessoas que, a princípio, eu fazia piadinhas as custas e hoje estou aí, viajando com elas. Literalmente, viajando. O que me entristece é saber que, justo na escola que eu iria permanecer, justo na escola que eu, por fim, gostei, as pessoas que eu realmente me dei bem, criei uma amizade verdadeira em tão pouco tempo, contrariando toda a lógica em que acredito, irão sair da escola. Ah, é por isso que, mais uma vez, eu digo: O mundo simplesmente conspira contra mim. Vamos ver o que esse ano me aguarda, muito embora eu não espere muito. Mas, como eu já disse, o mundo conspira contra mim, então se eu espero que algo aconteça, provavelmente irá acontecer outra. E eu não estou tentando usar psicologia inversa com Deus, anjo do Destino ou quem quer que seja o responsável por isso.

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