terça-feira, setembro 29, 2009


Feira da Cultura.

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Inicialmente eu ia fazer um post sobre a Bienal, mas, sendo honesta, só indo na Bienal para saber, não é algo que dê para entrar em detalhes. Já a feira da cultura e as reuniões que fazíamos para terminar o trabalho, sim.

A feira de ciências na minha escola funciona assim, há um tema para cada turma, meu tema foi o lugar da mulher no mundo e a igualdade entre os sexos. Mas em cada turma haveriam três grupos divididos por matérias. A escola fez assim, eles escolhiam três professores que nos dessem aula, no meu caso, ciências, história e português, nisso, cada aluno da minha sala teria de escolher em qual desses grupos ficaria. Como tem 31 alunos na minha sala, cada grupo ficaria com 10 alunos e o outro com 11.

Escolhi ficar no grupo de ciências, a única matéria em que vou mal. Por que pelo menos ela iria ver que eu não estou desinteressada pela matéria dela, apenas simplesmente não entendo nada do que ela diz, e também ficaria com duas amigas minhas, Stephanie e Alexia. Pois é, você já deve ter percebido que minhas amigas só tem nomes estranhos, só não critico por que meu nome também não permite.

No meu grupo estavamos eu, Stephanie, Alexia, Igor, Ayrton, Cayo, Bernardo, Dodoca, Habib, Marcelo e Laís. Marcamos a reunião para fazer o trabalho na casa da Alexia, sendo que a professora Marlene é exigente demais. Por algum motivo ela realmente acredita que nós devemos entregar um trabalho a nível de faculdade. Mas, vamos a o que interessa. Marcamos o trabalho para segunda-feira, duas e meia, na casa da Alexia.


Duas e meia e lá estou eu. "Eu moro na rua da escola, em frente a escola". Mora em frente e a escola uma vírgula. Ela mora na rua que acaba na rua da escola, bem no inícinho, mas ainda assim, não era a rua da escola. Por sorte, a Tephi já havia me avisado e não levei tanto tempo para lembrar. Agora havia um outro problema, eu não sabia o apartamento dela.

Ok, ia do 101 ao 405, mas uma fileira de botões em cima da fileira do quarto andar. Minha bisa mora em um prédio tipo o da Alexia, antigo, poucos andares e uma escadaria infernal, mas tem botões em branco que tocam a campanhia de alguma casa aí da vida, então eu pensei que também seria assim, já que tinham deixado bem claro "Ela mora no último andar". Apertei uns dois botões brancos e ninguém respondeu, passei pra fileira de baixo, os apartamentos do quarto andar, primeiro, toco em um apartamento em que uma velhinha muito simpática atende, ai pergunto a ela onde a Alexia mora e ela me responde e já vou eu, subir toda aquela porcaria de escada.

Esse dia seria apenas o de planejamento, organizar as coisas. De onze, apenas sete foram. Mas foi O Caos. Só Deus sabe como a tia Priscila - Mãe da Alexia - não jogou um da janela. Vou explicar da maneira mais detalhada possível o por que de tanto caos.

O Cayo é um garoto alto, que não deve ter nada na cabeça e, quando não está abrindo a boca pra falar besteira, está autistando. Lá foi ele para a janela, feliz da vida, autistar. Acontece que, volta e meia, passa alguém por aquela ruazinha e em frente a casa da Alexia tem uma casa rosa que toda hora saia uma mulher com roupa de ginástica dali, e o idiota ficou lá na janela com cara de paisagem. O Ayrton, um moreno magricela, baixinho, com cabelo cacheado, muito comédia, ao ouvir o Cayo falar "Vou ficar aqui na janela" foi até onde a criatura estava, colocou a cabeça para fora da janela e, em alto e bom tom, grita "Eu sou GAY" e some, deixando o Cayo com cara de bunda, para quem passasse, escutasse e olhasse, entendesse o óbvio.

Logo depois de termos pensado em como seria o trabalho, ficamos conversando no quarto da Alexia, mas ia começar Tropa de Elite. Ai tinha o seguinte problema, nós, meninas, queríamos ver, enquanto eles insistiam que nós tirássemos o som da televisão para que eles dublassem o filme. Consegue entender? Nem eu. Bom, o quarto é da Alexia, mas nós tivemos que sair de lá. Fomos para o quarto da tia Priscila, conversa vem, conversa vai, e sei lá como, começam a fazer escova no meu cabelo. Até que a Alexia faz uma descoberta que ninguém nunca imaginou que fosse verdade: Eu tenho muito cabelo. Momento "Oh!" Pois é. Ela não havia entendido que meu cabelo não era apenas cheio. Começou a fazer a escova, onde, sem sombra de dúvidas, metade do meu cabelo ficou no chão de tanto que ela puxou. Ai a tia Priscila faz um comentário realmente animador "Alexia, minha filha, você tá tirando o cabelo toda da menina, olha ele aí pelo chão!" Tudo o que eu precisava ouvir. Não satisfeita com isso, minha grande amiga Alexia, que realmente sabe escolher o momento oportuno para falar as coisas, solta essa lindeza "Mãe, acho que o secador-de-cabelo vai pegar fogo, ele tá meio estranho, tem um negocinho meio vermelho acendendo ali dentro quando eu ligo" Vamos deixar claro, ela liga e aponta pra minha cabeça. Não pra dela, pra minha. Tenso.

Conseguimos terminar o trabalho, difícil de acreditar, mas conseguimos, ao som da tia Priscila gritando "Ayrton, pára de grita 'Mona'!" ou simplesmente "Ayrton, sai de perto da janela pelo o amor de Deus!". Não, e eis o pior de tudo, ele, muito cara de paumente, chega no dia de fazer o trabalho e aparece na janela, ai o pessoal que está na rua pára e olha. Ele, o infeliz que fica gritando na janela, o próprio, saí da janela e vira para todo mundo "Nossa, aqui você já aparece na janela e todo mundo olha. Já até sabem que só tem favelado que fica gritando..." Tipo, dá para acreditar numa criatura dessas? Não dá.

quinta-feira, setembro 10, 2009


Shopping, selva urbana.

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Eu não gosto muito de shopping por alguns motivos bem óbvios: Você vai ficar andando de um lado para o outro, falando da vida dos outros, até seus pés doerem e você já estar cansada de ficar olhando coisas maravilhosas que sabe que não vai comprar. Fora que para mim não existe essa de "Ir ao shopping ver a moda" por que, como já disse, é tortura. Até por que, é de lei, eu tenho que ir na praça de alimentação, entende? Eu tenho. Mas aparentemente meus pais pensam ao contrário. Até ai, tudo bem, você está andando com seus amigos e depois você vai a praça de alimentação, mas já está cansada de ficar rodando o shopping que nem um sei lá o que, por que seus pés doem. Você propõe que a próxima parada seja a praça de alimentação, mas sempre - Quando eu digo sempre, é sempre. - tem um infeliz que diz "Vamos andar mais um pouco, estou sem fome". Simples, nos assista comer, certo? Não, por que quem disse isso provavelmente tem uma voz irritante e sabemos que ninguém quer discutir com uma voz fina e aguda, que atinge notas que só os cachorros escutam.
Mas, apesar dessa saída ter de tudo para dar realmente errado, não foi uma estupidez completa. Como vocês já viram no tópico anterior, eu tenho amigas que "zelam" pelo meu bem me arrastando para as mais bizarras situações e ignorando todos os meus protestos. Chamei uma amiga minha que não via a muito tempo, Bruna. Vamos lá, vamos definir a Bruna. Uma menina um pouco baixa, não chega a ser baixinha, com sérios problemas para não arrumar confusão. Sério, quer dizer, eu adoro ela, mas não vou mentir, ela é um imã para confusão, é pior que eu. E olha que era conhecida na emergência daqui ein. Marcamos o Shopping às cinco, às duas e meia eu estava na casa dela, por que não a via a muito tempo e queria matar saudades da mãe dela. Cheguei lá, falei com todos e fui para o quarto da pessoa. Eu sou mais alta que ela, mas ela é bem mais forte que eu. O que fez do abraço saudoso dela virar um nocaute, sem exageros. Conseguindo me recuperar daquele atentado, sentei na cama e começamos a falar sobre tudo, as novidades que nós duas tínhamos, ai a conversa começa daquele jeito clássico... "Tem novidades?" "Não, e você?" "Nada também... Ahhh, nem te conto!" então foi dada a largada para aquela conversa que dura horas. Quem estava na escola de quem, quem fez o que onde, quem ficou com quem, enfim. Falamos da vida da metade da população tijucana. Deu três e meia, já sabendo de toda a operação que viria pra frente naquela coisa simples que seria se vestir, falei pra ela começar a se vestir. Dito e feito, observe como eu simplesmente sei das coisas.
Ela já tinha toda a roupa em mente, e a escolha da roupa é a parte que mais demora, só faltava se vestir. Coisa simples, não é? Lógico que não. Por que o top que ela usaria por baixo tinha que ser branco, mas o fecho estava quebrado. Eis o brilhante plano: Pegar cola superbonder e colar. É simples e eficaz, seria se fosse outra pessoa no lugar da Bruna fazendo isso. A cola estourou e sujou toda a mão dela, a perna, e a pia de mármore preto do banheiro - que tinha acabado de ser reformado - e foi também para minha mão. Fail. Ficamos uns minutos com a mão em baixo da água fervendo para amolecer a cola. A cola não amoleceu e queimamos a mão, maravilha. Mas pelo menos desgrudamos os dedos, por que era realmente muita cola e tinha a pia de mármore novinha. Vou explicar-lhes uma coisa: A dona mãe da Bruna é como uma tia de verdade para mim, que esteve presente em toda a minha infância e grande amiga da minha mãe, e se tem uma coisa que tanto eu quanto a Bruna sabemos é que, se nós duas fizemos a besteira, nós duas pagamos. Já que, tanto a minha mãe deu liberdade a mãe dela para brigar comigo, ela deu liberdade para minha mãe brigar com a Bruna. É, nós não éramos fáceis quando pequenas, mas isso é passado. Fiz a Bruna vestir outra coisa, por que eu sei que se eu não fizesse isso ela iria bolar outro plano para ajeitar o maldito top que iria por minha vida em risco. É tosco demais ir pra emergência tentando concertar um top, e olha que eu já visitei a emergência pelos motivos mais ridículos que você possa imaginar.
Já vestida, fomos pro shopping com a seguinte coisa: Nove horas tínhamos que estar em casa, Bruna tinha um remédio para tomar e eu teste no dia seguinte. Chegamos no shopping em segundo lugar, uma amiga minha, Paula, já estava lá. E eu nem sabia que ela ia. Fomos ao banheiro e voltamos, quando eu e Bruna voltamos reencontramos Paula e Júllyan - Não o Casablancas, essa é Júllyan Santos. Com dois "l" e y. - Agora vamos definir a Jú.
Ela é da minha altura, tem uma franja emo, apesar de dizer que não é. Espalhafatosa que só, mais afetada que ela não existe, mas é uma das melhores amigas que há nesse mundo. Fomos para a porta do Shopping onde encontramos a Carol. A Carol é uma baixinha morena, que pintou os cabelos de vermelho no estilo Britney Spears em Womanizer - mas ela não usa chanel, amém. - quando eu digo que a Carol é baixinha, quis dizer que se ela crescer um pouco, ela fica baixinha. Você realmente se sente alta do lado dela. Iríamos ser só nós cinco.
Não, não íamos ser só nós cinco, por que uma alma penada teve a brilhante idéia de ir chamar duas outras pessoas que eu não faço idéia de quem são, mas, vamos lá né. De cinco, três queriam. A rua era do lado do Shopping, mas ninguém sabia onde os ditos cujos moravam, então, essas pessoas discretas, dotadas de uma sutileza indescritível, começaram a gritar o nome das pessoinhas no meio da rua. Eu ainda preciso dizer que não deu certo? Por que não deu.
Voltamos ao Shopping onde enfrentávamos o seguinte dilema: Eu, Jú e Carol já havíamos visto "Se Beber, Não Se Case". A Carol já havia visto "Os Normais 2" e Bruna e Paula não haviam visto nada. Quiseram ver "A Órfã", ai eu tive que explicar para elas que não, eu não era tão corajosa assim e não via filme de terror. É, sou medrosa pra caramba. Enquanto elas ficavam "Mas nem a órfã?" Ou "Mas você não sabia que era filme de terror?" enquanto a Bruna, uma das minhas melhores amigas, ria descaradamente da minha situação, por que ela já sabe que eu sou assim. O mais próximo de terror que vi foi Van Helsing, filme que meus amigos afirmam não poder ser considerado terror. Não senti medo nesse filme, mas isso não quer dizer que tenha sido um estímulo a ver outros. Acabamos vendo "O Sequestro do Metrô 123". E é claro que não para por aí.
Todos nós sabemos o quão tímida a Júllyan é. Na fila quilométrica do cinema a menina ficou com um amigo nosso que encontramos no shopping, e depois de novo no meio de cinema, e depois de novo na escada. Pois é, mas não vou entrar em mais detalhes, amanha tem aula e ela lê esse blog.
Acontece que, assim que colocamos os pés na rua, a mãe da Bruna ligou acabando com todos os nossos planos para os próximos finais de semana. Sim, ela havia descoberto da pia do banheiro. E, logo depois, foi a vez da minha mãe me ligar cuspindo bala. Ela me ligou quatro vezes e só atendi duas, sendo que essas quatro ligações, recebi enquanto estava no cinema. Além de ser nove e meia e eu ainda estar no cinema, tendo teste no dia seguinte, eu não fazia idéia de como voltaria para casa e ir à pé quase às dez da noite estava fora de cogitação.
Eu amo demais a minha mãe e o meu pai, são as pessoas mais importantes na minha vida, mas qualquer ser em sã consciência tem medo da mãe irritada, por que, venhamos e convenhamos, ela tem o poder, a autoridade. E, no final, você pode muito bem ficar como eu já fiquei. Presa em casa, Bruna presa na casa delas e nossas mães ou aqui em casa, ou na casa dela, fazendo um pequeno churrasco e conversando.
Não fui mal no teste, e, só Deus sabe como, não estou de castigo. Mas, rapaz, o que eu escutei quando cheguei em casa não é possível descrever. Eu, uma pessoa com amor a vida, concordei com absolutamente tudo o que minha mãe dizia, apesar de ser totalmente contra noventa por cento do que ela disse. Como eu já disse antes, eu sou uma sobrevivente.

terça-feira, setembro 08, 2009


Ser amigo é um trabalho duro.

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Existem vários tipos de sofredores e, um deles é o amigo. Sério mesmo, se você é polícial, sua vida corre risco todos os dias, mas no final do mês você recebe algo em troca, certo? Se você é bombeiro, corre o mesmo risco que o polícial, mas igualmente a ele, no final do mês recebe algo significativo em troca, certo? O amigo corre um risco mil vezes pior e não recebe absolutamente nada em troca. Ele não só corre o risco físico como, na maioria das vezes, presencia algo que, apesar de ser natural para os outros, para ele definitivamente não é. Ai o pobre fica complexado e só Deus sabe como ele não desenvolve um tique-nervoso que vai impedí-lo de socializar para o resto da vida.
Seus amigos te arrastam para lugares que você não quer ir, você sofre lá dentro e imagina que nunca mais irá ver a luz, até que finalmente acaba e, ou seu trabalho árduo para não cometer um homicídio brabo é nulo, ou quando seu sofrimento está óbvio em seu rosto, seu amigo vira e fala "Você se divertiu, né? Está assim por que foi a primeira vez que veio aqui/fez isso. Sabia que ia gostar." Vou contar minha experiência quase morte para vocês.
Sou uma pessoa que, como já devem ter lido nos posts anteriores, gosta de músicas diferentes do resto das pessoas, da minha idade pelo menos. Mas isso nunca me impediu de socializar, basta falar o português e não ser um completo idiota que nos daremos bem, provavelmente.
Porém, minhas amigas gostam desse tipo de música - funk, hip-hop, pop, eletronica, pagode e tal - e frequentam lugares que ficam meia hora tocando hip-hop/eletrônica, o resto da noite é funk e "Vou fazer o seu boneco desaparecer" não é exatamente a coisa mais poética que já escutei na vida. Claro, se está ali, é para dançar, mas... Que musiquinha ein. E elas viviam me chamando para ir a esses lugares com elas, naturalmente, minha resposta era sempre "não", já estava até no automático... "Vai sábado com a gente na..." "Nops!". Até que, certo dia, falei que ia. Mas não falei sério, não pensei que fossem levar a sério, quer dizer, eu no lugar delas entenderia como algo do tipo que você fala para as mães "Certo, claro, ok." Mas não, elas tinham que levar à sério.
Eis que estou eu, uma menina quieta, prestando atenção na aula quando, de repente - Juro que foi derrepente - sou atingida por um objeto não identificado que me fez dar um pulo na cadeira assustada. Até que meus olhos buscam pela sala de aula, o autor do atentado e me deparo com uma de minhas melhores amigas com um daqueles sorrisos tão grandes que só o Coringa do Batman tem, assustador, acredite. Pronto, era ela. Apesar que ela sorri sempre que olham para ela, ai fiquei na dúvida, mas quando ela sussurrou "RESPONDE LOGO, DROGA" minhas desconfianças acabaram. Ai você pára e pensa, a sua amiga te tirou toda a concentração, te agrediu com uma bola de papel na cabeça que fez você se assustar e correr o risco de ser pega sem flagrante, então deveria ser um assunto cuja a importância fosse de estado, certo? Certo? Não. Eis o que estava escrito no bilhete "Vai com que roupa sábado?". É lógico que eu ia perguntar o que tinha sábado, eu não sabia o que tinha sábado, não na minha agenda. Sábado é dia de ficar em casa assistindo a superestréia do telecine que você já viu no cinema e no piratão. Ou indo ao Shopping com alguma amiga que, por um acaso, apesar de gostar das mesmas músicas, não gosta desses lugares.
Essa minha amiga pseudo-terrorista, dotada de uma delicadeza indescritível, grita um "PRA BALADA, MONGOL." Eu sei que ela estava gritando, por que ela ocupou metade da folha só com três palavras, só três palavras. A maioria das pessoas que eu conheço tem, curiosamente, um preconceito inexplicável contra a pontuação. Ai eu tive que explicar para essa minha amável amiga o que "sarcasmo" significava. E acredite quando digo, sarcasmo é algo muito presente na minha vida. E é claro que ela ignorou e mandou um "É claro que você vai." e realmente não havia escapatória.
Uma amiga ia dormir lá em casa de sexta para sábado e eu iria dormir na casa dela de sábado para domingo, sendo que essa amiga também iria para lá. Me conformei com a idéia. Passei a pensar da seguinte forma: Vou, se for legal, pronto. É legal. Se não for, já fui, já fiz uma experiência e já vimos que eu estava certa. Mas claro que na minha vida, nada é tão simples quanto eu gostaria.
Chega sábado, saímos da minha casa para nos arrumarmos na casa da amiga e de lá fomos no carro do pai dela, fomos nós duas e mais três conosco no carro, claro que um foi no colo e não fui eu, já que não sou baixinha. Chegando lá me deparo com uma fila enorme que, muito cara de paumente, furamos e acabei por descobri que, apesar de que meu intuito tenha sido furar a fila, de certa forma não furei, por que um dos promoters estuda na sala em frente a nossa e nos colocou na lista, eu te pergunto, para que? Para que? Não fez diferença no preço. Coisa tosca essa de lista, não?
Pagamos e entramos. Falamos com um pessoal que estava lá e que meus amigos conheciam, mas eu não, e ficamos por ali. Até que começou a tocar funk e, num piscar de olhos, estava tudo cheio. Não estava prestando atenção em nada, já que isso é algo inútil, com a música alta. Percebi, então, que de repente milhões de pessoas pisavam no meu pé sem motivo algum. Ai sim, me dei conta que estava lotado. Resolvi deixar isso de lado, era o melhor a fazer, certo? Paguei para entrar em um lugar cheio de gente que mal dava para se mexer, com músicas do tipo "Vou fazer seu boneco desaparecer" e pisarem no meu pé na maior cara de pau, eu tinha que, de alguma forma, me divertir, certo? Se não tudo seria jogado fora. Apesar de tudo isso, consegui me diverti. Estava com as minhas amigas e me diverti sem problemas. Claro que eu não irei lá todo o sábado, mas me diverti. Mas agora elas me devem uma saída no meu estilo, naturalmente.