quinta-feira, novembro 26, 2009


Fim de ano, fim das aulas...

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Não existe nada pior que isso. Por mais que eu negue incansavelmente até a morte que não sinto falta da escola no longo período em que fico afastada, eu sinto.

O livro que estou lendo agora chama-se "O Clube do Filme" e esse livro fala sobre um garoto de 15 anos, filho de um crítico de cinema beirando a falência que quer largar a escola. O pai, anormalmente compreensivo, diz que tudo bem, largue a escola, não trabalhe, não pague aluguel, contando que ele assista a três filmes escolhidos pelo pai por semana. Acontece que hoje, ao telefone com o meu pai, ele deixou bem claro, em tom de brincadeira, que por mais que eu esteja gostando do livro indicado por ele, nem hoje nem nunca eu poderia largaria a escola. Nem quero, por que como eu expliquei a ele, a escola é ótima pra socializar. Por que eu iria querer largar? Gosto daquela agitação.

Na escola que estou esse ano - Que por um milagre divino, é a que estarei ano que vem - é bem família. A princípio, estranhei. Em quase todas as escolas que estudei sempre foi aquela de panelinha pra cá, panelinha pra lá e nessa é diferente. O que torna o final do ano doloroso. Em tão pouco tempo me apeguei as pessoas da minha sala, até mesmo as que discuto todos os dias, até no msn.

Esse ano é um dos poucos que vai me deixar saudades, o pessoal lá da minha sala, mesmo com todos os defeitos, meu Deus, nunca ri tanto na minha vida, como ri esse ano.

quarta-feira, novembro 18, 2009


Cineminha com os amigos, vendo o mundo acabar

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Outro dia eu fui com uns amigos assistir ao filme 2012, no dia da estréia. Enfim, o cinema do shopping tijuca é no último andar. Antes era no terceiro piso, agora, só pra me sacanear por causa do meu medo de altura, criaram QUATRO andares a mais sem nada, ou seja, nove andares, e um décimo andar para instalar o cinema. Tipo, os nove não tem, literalmente, nada. Mas no décimo tem o cinema. E, para quem não sabe, tenho um certo respeito as novas escadas rolantes que levam ao décimo andar, não medo, respeito. Acontece que nos cinco primeiros andares - Fizeram subsolo - as escadas rolantes são pequenas, estreitas e poucas pessoas passam por ela ao mesmo tempo, além de que, se você olhar para baixo vê o chão bem próximo e, caso olhe para cima, já se encontra quase no andar superior, mas as novas escadas rolantes não, elas são super inclinadas, largas e cheias de gente. Fora outro detalhe: A escada de subir e a escada de descer ficam uma ao lado da outra, mas com uma distância absurda entre elas que, ao olhar para baixo, você vê o terceiro piso, da praça de alimentação. É assombroso, entende?

Mas não, tinham que me fazer subir e descer aquilo inúmeras vezes. Eu até iria de elevador, mas dá última vez que eu o usei, fiquei presa, eram quase onze horas, não tinha quase ninguém naquele andar perto do elevador além de um faxineiro que não escutava meus berros de pânico, sendo que eu estava com mais duas amigas, enquanto uma ria do meu desespero, a outra estava moscando. Então eu preferi correr risco pela escada rolante, por que pelo menos teriam mais pessoas para amortecer a queda.

Enfim deu a hora do filme e, já lá em cima, um grupo que era mais ou menos de 13, só tinha uns sete, mas dentro da sala todos se encontraram, isso depois de me deixarem meia hora falando sozinha "Cadê o Ayrton? Cadê o Dodoca? Por que o Marcelo sumiu? Alguém viu o Habibi?" e todo mundo moscando ou tentando achar o ingresso. Dentro da sala começou a divisão de lugares. Todos nós estávamos na fileira U, a última da sala, mas uns ficaram entre a 17 e a 27, quanto eu, Alexia e Carol S. ficamos na 5,6 e 7. Mas antes disso, como nada é perfeito, principalmente comigo, teve encrenca. Vamos começar... do começo.

Eu tinha um compromisso antes do filme, ou seja, pretendia chegar atrasada, e com isso já tinha combinado antes com a Alexia dela comprar meu ingresso que depois eu iria pagá-la na segunda-feira. Cheguei na hora, ou tipo isso, e fomos lá, os treze comprar os ingressos. Eu, Raíssa, menina feliz, ganhei o ingresso, já que a caixa deu um a mais. Ai eu fiquei com a 27 e o Ayrton com a 5, visando que eu não queria ficar entre o Habbib e o Dodoca, eu optei por trocar com o Ayrton.

Só que havia um pequeno porém, a Alexia tinha comprado uma a mais, a sete, a seis pra ela e eu fiquei com a cinco do Ayrton, enquanto a Carol tinha comprado a 1. Só que a 1 foi vendida DUAS vezes, é ai você vê que não vai dar certo, isso por que a nossa querida Carol, é encrenqueira e a menina que também comprou a um era igualmente barraqueira, ou pior. Menina que mais tarde descobrimos que se chamava Luana, descobrimos isso quando o namorado dela tentava, inutilmente, acalmá-la. A menina já queria chamar a gerência. Ok, Carol mandou ela a merda e sentou no chão, até que a Alexia, séculos depois, avisa que a cadeira sete é nossa.

Até que chegam os amigos da tal Luana e sentando nos NOSSOS lugares. E, tipo, o filme era muito tosco. A chamada pro filme fez parecer uma maravilha, mas era uma droga. O que, tudo bem, por que eu só fui mesmo pra ver o Cristo Redentor caindo. Então eu fiquei entediada e quando eu fico entediada eu desembesto a falar e não paro mais, o que, para a infelicidade do amigo da tal Luana, veio em drobo, por que ficamos eu e Alexia conversando o filme tooooodo, e tudo ele ria. Ria e coçava a sobrancelha. Ai eu senti vontade ir ao banheiro...

E quando eu volto, tropeço, mas quase ninguém percebe, até que minha grande amiga para todas as horas, Alexia Carvalho, me pragueja bem baixinho "Cara, se ela cair eu vou rir muito..." eu não cai, mas levei um tropeção que TODO o cinema percebeu. E uma hora depois, a mesma coisa. Ai na terceira vez, eu que não sou idiota, subi as escadas que nem gente velha: Põe um pé num degrau, depois junta com o outro e faz isso até terminar de subir. Ai eu chego lá em cima tá a Alexia e o Carinha do Cinema, rindo da minha cara. Que vacilo, ela pragueja e ri depois.

Ai no final - vou falar uma parte do fim do filme, ok? - um carinha lá, que é geólogo, beija a filha do presidente, ai o pessoal de trás "AEEEEEEEEE" e o guri que tava do meu lado, educadamente, berra no meu ouvido "Até enfim um dos dois tomou coragem". Minha reação automática vou virar pro lado e fingir que não conhecia, o que era verdade, mas me ferrei, por que nessa hora, me vira a Alexia e berra "É isso aí!" eu falei a única coisa cabível naquele momento, mas baixinho... "Ô favela". O garoto e a Alexia não começaram a me sacudir e a falar "É a faveeeela"? Só que baixo, graças à Deus. Meu Deus, eu sou, literalmente, uma sobrevivente.