sábado, outubro 17, 2009


Amigos

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Sabe gente, eu particularmente sou uma pessoa realmente implicante. Não é que eu tenha algo contra a pessoa, até mesmo por que, implico de brincadeira, brinco com quem tenho intimidade, só tenho intimidade com quem gosto. Não vou zoar com a cara de um estranho, quando faço isso, é por engano. É, isso acontece com frequência, micos.

Mas, a gente releva. Voltando ao assunto, hoje eu estava refletindo e vi o quão importantes eles são. Quero dizer, tenho amizades que já briguei tantas vezes, mas tantas vezes, que já nem sei mais como nós ainda nos olhamos um na cara do outro sem dar um tapa com a mão bem fechada.

Motivos realmente bobos, e por mais que exista aquilo de que quando se ama a pessoa, mais difícil é perdoá-la, bom, não com a gente, graças à Deus. Desde pequenininha brincando com essas amigas, outras depois que conheci no primário e mantenho contato, assim como carrego no coração, até hoje. Outras até desse ano. Lembro de quase todos com quem estudei, e olha que eu já estudei em escola pra caramba.

Por que o que domina as minhas lembranças não são as brigas que tivemos e sim os bons momentos. Seja aprendendooutentandoaprendera andar de patins, me cutucando enquanto eu como, me ajudando quando desmaiei, se perdendo no próprio bairro, no caminho da escola pra casa e coisas do tipo.

Bom, o negócio funciona assim... Eu quando quero uma coisa, normalmente vou até o fim, o problema é que dependendo da coisa, às vezes eu dou pra trás. Geralmente o motivo é timidez, ou recebi um "não" bonito dos meus pais. E ainda assim, elas tentam me animar e me colocar pra cima. Ou me fazer passar por cima da vergonha. Quando digo passar por cima daquela vergonhazinha básica, é me fazendo passar uma tão pior, mas tão pior, que aquela nem faz mais diferença. Isso inclui me arrastar pelos braços, pernas e cabelos pátio à fora no meio do intervalo. Lógico que não dá certo, e a única diferença é que minha vontade de sumir do nada vira uma vontade enorme de matar umas certas pessoas, sabe? Imagina quem são? Pois é.

Eu me preocupo com meus amigos de verdade, e eles sabem disso, até mesmo por que, eu brigo com eles. Seja por que um é um iludido, ou por que não quer nada com os estudos - pode implicar, mas a criatura não queria nada mesmo. Quer dizer, quer ser desenhista ou algo do tipo, lê-se, morto de fome. Faça isso e uma faculdade enquanto trabalha com renda fixa, pombas. - ou por que é realmente sem juízo algum. Mas eles não podem reclamar, até mesmo por que, fazem o mesmo comigo. O ponto é, nos mínimos detalhes, eu mostro o quão importantes vocês são.

Obrigada por existirem, serem donos de personalidades tão diferentes. Uma é quietinha, outra é super sensível, outra é fofoqueira, outra é escandalosa, outra é barraqueira, a outra é meioquecompletamentebarraqueira, um é autista, o outro viciado em mangá, o outro aspirante a músico, o outro é um bundão apaixonado, e por aí em diante.

Sem vocês eu não sou absolutamente nada, e só percebi isso hoje. Então, toda vez que eu implicar com vocês, seja dizendo que o cabelo está a coisa mais gay que existe, ou que aquele óculos amarelo gema de ovo deixa com cara de "Tô pastando", ou que deveriam ficar longe da tinta de cabelo, já que agora estão parecendo um sinalizador de trânsito, qualquer coisa de qualquer tipo, relevem, por que eu amo vocês e sem vocês não vivo. (L)

quarta-feira, outubro 07, 2009


Final de Semana

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Todos os sábados tenho uma rotina, acordo 05:45, para as 06:40 já estar pronta para sair, com tudo feito e arrumada, indo em direção ao ponto de ônibus encontrar com a Blanca e irmos juntas para o fim do mundo, mais conhecido como Abolição, e estarmos lá às 08:00 para, animadamente, estudarmos matemática em pleno sábado das 8 da manha às 11:00, mas a aula sempre atrasa uma hora, então coloquemos aqui que ela acaba ao meio dia. Meu pai me busca e deixamos a Blanca em casa, depois, morta de fome, vou para meu querido cantinho almoçar. Mas não esse sábado.

Acordei 05:45, fiz tudo me arrastando para 06:50 estar saindo de casa e chegar na escola 07:05, só cinco minutos atrasada, mas acredite, é melhor do que pegar aquele mundarel de gente subindo a escada ao mesmo tempo. Primeiro que era para chegar às oito e eu cheguei às 07:15. Por sorte, metade da minha turma e mais um pessoal lá chegou atrasado, ai ficou metade da escola do lado de fora batendo papo. O maior assunto era: Aqueles guris do Tokio Hotel são, com toda a certeza, gays. De mais de quinze meninas, só eu e mais umas três compartilhavamos dessa opinião, mas tudo bem. Bate oito horas e subimos para fazer as provas. Geometria e geografia, nada a ver com nada.

Meu Deus do céu, eu fique das 8 às 09:50 fazendo a prova de geometria, sendo que dez horas teríamos que ir embora e eu ainda nem tinha colocado o meu nome na de geografia. Terminei a prova de geometria e, em menos de dez minutos, fiz a de geografia. A Júllyan já estava do lado da professora me encarando - Já que só tínhamos sobrado na sala eu, Gustavo e Stephanie - entreguei as provas e desci. Chegando lá em baixo escuto os comentários sobre a prova, tudo muito animador. "Cara, a prova de geometria estava muito fácil..." Ein? Fizemos a mesma prova? Por que eu levei duas horas para conseguir fazer e deixar duas questões em branco. "A resposta da 3 era b) e na sete x era igual 80º" pronto, isso os mais nerds da sala falando e eu vendo que tinha marcado tudo errado, simplesmente tudo errado.

Não existe nada pior do que término de prova, quando todo mundo se junta para comentar os resultados, o que marcou, qual era qual. É ali que você vê que é um completo ignorante que errou a prova toda. Nisso, me aparece a Carol "Você vai sair hoje?" Tipo, ein? Minha cara de total pânico não estava o suficientemente convincente? Eu precisava chorar? Gritar? É claro que eu não ia sair. Ai o assunto mudou, prova de geografia... Minha resposta bateu com a das pessoas certas, o que me deixou mais aliviada. Tiro zero em uma e gabarito a outra, bem equilibrado. Minha mãe vai amar essa. Bom, pelo menos daria para curtir meu final de semana com a consciência mais limpa.

Fui para minha casa com a Jú, lá ela ia me ajudar a escolher o que levar para a casa dela, já que nós iríamos sair a noite, já tinha que estar com a roupa separada. E também tem o negócio de dinheiro. Aqui em casa funciona assim: Meu pai é o fundo monetário que só é liberado depois que minha mãe autoriza e, como ele iria passar lá em casa para ver a filha e a obra do banheiro, ele iria liberar a grana. Nisso eu descubro duas coisas 1) Eu estava de castigo, mas minha mãe esqueceu de me avisar. 2) Não tenho noção de nada.

Foi mais ou menos assim:
- Paaaaai, preciso de dinheiro para sair.
- Você não estava de castigo?
- Não.
- Sua mãe disse que estava.
- Mas ela deixou eu ir para a casa da Jú.
Ai ele me deu o dinheiro com muita má vontade dizendo que eu não tenho noção das coisas, e que, com o dinheiro que eu saia nos finais de semana, sustenta-se uma família. Fui para a cozinha falar com a minha mãe a respeito do tal castigo que eu não sabia.
- Mãe, eu estou de castigo?
- Não, por que?
- Meu pai disse que você disse para ele que eu estava.
- Ih é, menina! É tanta coisa na cabeça que eu esqueci.
- Mas por que eu estou de castigo?
- Por causa da hostilidade da semana passada, e por que saiu e deixou tudo bagunçado.
- E por que você me deixou sair se eu estava de castigo?
- Você não estava, você está.
- E por que eu vou sair? Vou ficar sem computador?
- Por que eu esqueci de te avisar e agora já está tudo combinado. Vai ter que ficar para semana que vem. Sábado que vem você não sai, nem domingo, nem sexta. Não inventa, não tente me dar a voltar e eu não vou esquecer dessa vez.

Minha mãe diz que eu contesto demais, que minha curiosidade pelo fundamento das coisas as vezes pode ser negativa. Mas, pomba, eu to de castigo a duas semanas, ninguém me avisou nada, ai me vem contar justo quando vou pedir dinheiro. É ou não é para ficar em pânico? Tipo, iam bloquear o dinheiro, logo, eu não iria sair. Não dá para não tentar entender aquilo.

Voltei para a sala, onde estavam meu pai, Júllyan e minha avó. Ai vejo a seguinte cena: Júllyan querendo morrer, de tanta vergonha, minha vó rindo e meu pai esperando uma resposta da Júllyan. Tadinha, meu pai passou todo o momento em que eu estava na cozinha sacaneando a Jú, a bixinha não sabia onde enfiar a cara, e olha que ela é muito cara de pau, então você imagina o que teria feito a menina ficar morrendo de vergonha e minha vó gargalhando. Acontece que meu pai havia comentado com a Jú que as enormes argolas dela pareciam mais uma parabólica do que um brinco. Ai eu apareci e ela apontou para mim "Pois sua filha usou a parabólica no final de semana passado para sair." Meu pai virou para mim com ma cara de "Meu Deus, justo você?" ai eu achei melhor ir me vestir e dar no pé. Saindo de casa abracei minha avó, minha mãe e quando vou abraçar meu pai "Esse abraço me custou trinta reais." Ele ainda não entendeu que pai não é consumidor, pai é fornecedor.

Fui para a casa da Jú e de lá íamos para o centro da cidade para comprar umas coisas que ela estava precisando, voltaríamos rapidinho e iríamos almoçar na casa da tia dela. Imagine um final de semana com a afetada, escandalosa e indiscreta, Júllyan...
Cenas do cotidiano de qualquer pessoa.
Fomos pro centro da cidade, voltamos e fomos para a casa da tia dela, onde encontramos com o padrasto dela, o Marco, e a filha dele, Manuela. Almoçamos e um tempo depois, fomos para a casa dela, tomamos banho e fomos nos vestir.

Eu fui com um short jeans claro, uma polo listrada, teal e branca com um allstar branco. Jú foi com uma polo branca, calça jeans e allstar branco. Até que chegou a Stephanie do sétimo ano, outra Stephanie, não a nossa Tephi. Fomos de ônibus... Ê vidão. Descemos em frente a C&A e de lá fomos para a praça. A Jú ficou com um conhecido nosso, dono de um estilo original, inédito, playsson. Ai tá ele, abraçado com ela e me enchendo o saco para ficar com o amigo dele, playsson também. Depois de receber só Deus sabe quantos não, ele perguntou o porque. Eu, muito simpática, respondi "Por que eu odeio Playsson." Isso deu uma confusão, mas são outros 500 que não vale a pena falar. Ela ter ficado com esse garoto, não eu ter falado para ele que playsson é a pior espécie que existe. E aquele cubículo estava lotado de playsson. Mas tinha um de camisa preta muito lindo, que, graças à Deus, não é playsson. Mas, não pense besteira, não aconteceu nada.

O resto não é interessante, o final de semana correu normal... E minha mãe não esqueceu que eu estou de castigo.

Pauline Brito

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Não dá para definir com exatidão essa pessoa tão peculiar, até mesmo porque é muito difícil e eu iria dispor de muito tempo meu para, no final, não conseguir fazer o que tinha que fazer como deveria. Mas, tentando de maneira mais humilde possível, serve contar certas... pérolas que só ela solta.

Uma vez estávamos na recuperação de matemática - Não vou mentir, sou frequentadora assídua dessa aula, mas não me culpem, culpem a matemática que deixou a maior parte da turma em recuperação - e uma amiga nossa, Carol, desenhou um cachorro na folha de fichário - Muito atenta a aula, claro. Sabrina, uma outra amiga nossa, também sempre vista por essas bandas, pergunta "O que é isso, um cavalo?" acabando com todo o sonho da Carol de ser uma grande desenhista. A Carol, comumente chamada de "Pequena", responde sarcasticamente "Não, um unicórnio!" É aí que entra a graciosa Pauline com sua inteligencia que deixa todos para trás. "O que é um unicórnio?" Silêncio total. A pergunta foi tão chocante, tão inesperada que ninguém sabia se ficava incrédulos, ria, debochava ou explanava para todos os cantos. Até que a Pequena, que teve recentemente seus cabelos tingidos de vermelho, explica para ela "Pô, Pauline, unicórnio, aquele ser mitologíco, um cavalo com um chifre no meio da testa..." Ela deveria entender isso, certo? Certo? CERTO? Não. Ela pergunta o que é mitológico. Ai eu tomo a palavra por um breve segundo "É um ser que não existe, presente em lendas antigas. Não existe, Pauline. Unicórnios não existem." Ai você pára e pensa "Certo, ela é um pouco alienada, coitada, não deve ter culpa disso." é o que todos pensariam, ai a Pauline, menina esperta, solta uma de seus pérolas: Calma, pô, eu só fui no zoológico uma vez quando era pequena. Tipo, jura, Pauline?

Cara, eu gosto de descrever meus dias aqui. Mas já imaginou descrever meus dias, sendo que eu estou com ela de segunda à sexta? Todos os dias, sentadas ao meu lado? Simplesmente não dá. Amiga, eu te adoro e morro de rir contigo. Quer dizer, eu adoro escrever no meu blog, e escrever sobre meu dia. Mas imagine você, todos os dias, tentar descrever quatro horas e pouca, quase cinco horas, de Pauline. Por que ela senta do meu lado, ai já viu né. E quando ela junta com a Rafaella? Meu. Deus. Do. Céu. Ninguém acredita se contar.

Rafaella: A Pauline já desceu?
Raíssa: Não, ainda deve estar procurando a escada.
Rafaella: SÉRIO? - E lá foi Rafaella atrás da Pauline, pessoa que dois segundos após a Rafaella sair procurando-a, aparece atrás de mim. Tadinha da menina, deve ter subido e descido uns quatro lances de escada umas três vezes à toa. Ai lá vou eu gastar a inteligencia de Pauline...
Estávamos conversando sobre com o que as pessoa parecem.
Pauline: E eu, com o que pareço?
Raíssa: Amiga, você é um pouquinho mais evoluída que uma ameba...
Pauline: O que é uma ameba?
Pausa dramática para eu não acreditar na pergunta. Inspira, expira...
Raíssa: Um protozoário.
Pauline: Hã? Ein? Que isso? Que isso, Bia?
Beatriz: Não olha pra mim.
Raíssa: Sabe aquele bichinho microscópico que a gente deu ano passado, que parece uma geleca? Então, só que quando a gente diz que alguém é uma ameba, tá chamando de lesado.
Pauline: Ahhh, tá...
Horas depois...
Pauline: Ih, tá me chamando de lesada é?

Tipo, tem como não rir com ela? E é difícil, por que eu sento do lado dela. Beatriz Lagemann, Rafaella Chianca, Júllyan Santos, Stephanie Vieira, elas sabem o que eu passo... Mas vale a pena, por que o que se ri com ela, é imperdível. Prometi o post a ela. Havia começado a fazer na aula de informática, escrevendo com ela do lado, terminei sem ela. Feito, só espero que ela goste né. Por que outra coisa nela é que ela é uma magrela, pouco mais alta que eu, e eu só tenho 1,65, que vira pra um garoto de quase dois metros "Tá olhando o que, danado? Olha que só por causa disso vai apanhar na saída!" Grande ameaça... Vou passar a olhar pros dois lados antes de atravessar.