Todos os sábados tenho uma rotina, acordo 05:45, para as 06:40 já estar pronta para sair, com tudo feito e arrumada, indo em direção ao ponto de ônibus encontrar com a Blanca e irmos juntas para o fim do mundo, mais conhecido como Abolição, e estarmos lá às 08:00 para, animadamente, estudarmos matemática em pleno sábado das 8 da manha às 11:00, mas a aula sempre atrasa uma hora, então coloquemos aqui que ela acaba ao meio dia. Meu pai me busca e deixamos a Blanca em casa, depois, morta de fome, vou para meu querido cantinho almoçar. Mas não esse sábado.
Acordei 05:45, fiz tudo me arrastando para 06:50 estar saindo de casa e chegar na escola 07:05, só cinco minutos atrasada, mas acredite, é melhor do que pegar aquele mundarel de gente subindo a escada ao mesmo tempo. Primeiro que era para chegar às oito e eu cheguei às 07:15. Por sorte, metade da minha turma e mais um pessoal lá chegou atrasado, ai ficou metade da escola do lado de fora batendo papo. O maior assunto era: Aqueles guris do Tokio Hotel são, com toda a certeza, gays. De mais de quinze meninas, só eu e mais umas três compartilhavamos dessa opinião, mas tudo bem. Bate oito horas e subimos para fazer as provas. Geometria e geografia, nada a ver com nada.
Meu Deus do céu, eu fique das 8 às 09:50 fazendo a prova de geometria, sendo que dez horas teríamos que ir embora e eu ainda nem tinha colocado o meu nome na de geografia. Terminei a prova de geometria e, em menos de dez minutos, fiz a de geografia. A Júllyan já estava do lado da professora me encarando - Já que só tínhamos sobrado na sala eu, Gustavo e Stephanie - entreguei as provas e desci. Chegando lá em baixo escuto os comentários sobre a prova, tudo muito animador. "Cara, a prova de geometria estava muito fácil..." Ein? Fizemos a mesma prova? Por que eu levei duas horas para conseguir fazer e deixar duas questões em branco. "A resposta da 3 era b) e na sete x era igual 80º" pronto, isso os mais nerds da sala falando e eu vendo que tinha marcado tudo errado, simplesmente tudo errado.
Não existe nada pior do que término de prova, quando todo mundo se junta para comentar os resultados, o que marcou, qual era qual. É ali que você vê que é um completo ignorante que errou a prova toda. Nisso, me aparece a Carol "Você vai sair hoje?" Tipo, ein? Minha cara de total pânico não estava o suficientemente convincente? Eu precisava chorar? Gritar? É claro que eu não ia sair. Ai o assunto mudou, prova de geografia... Minha resposta bateu com a das pessoas certas, o que me deixou mais aliviada. Tiro zero em uma e gabarito a outra, bem equilibrado. Minha mãe vai amar essa. Bom, pelo menos daria para curtir meu final de semana com a consciência mais limpa.
Fui para minha casa com a Jú, lá ela ia me ajudar a escolher o que levar para a casa dela, já que nós iríamos sair a noite, já tinha que estar com a roupa separada. E também tem o negócio de dinheiro. Aqui em casa funciona assim: Meu pai é o fundo monetário que só é liberado depois que minha mãe autoriza e, como ele iria passar lá em casa para ver a filha e a obra do banheiro, ele iria liberar a grana. Nisso eu descubro duas coisas 1) Eu estava de castigo, mas minha mãe esqueceu de me avisar. 2) Não tenho noção de nada.
Foi mais ou menos assim:
- Paaaaai, preciso de dinheiro para sair.
- Você não estava de castigo?
- Não.
- Sua mãe disse que estava.
- Mas ela deixou eu ir para a casa da Jú.
Ai ele me deu o dinheiro com muita má vontade dizendo que eu não tenho noção das coisas, e que, com o dinheiro que eu saia nos finais de semana, sustenta-se uma família. Fui para a cozinha falar com a minha mãe a respeito do tal castigo que eu não sabia.
- Mãe, eu estou de castigo?
- Não, por que?
- Meu pai disse que você disse para ele que eu estava.
- Ih é, menina! É tanta coisa na cabeça que eu esqueci.
- Mas por que eu estou de castigo?
- Por causa da hostilidade da semana passada, e por que saiu e deixou tudo bagunçado.
- E por que você me deixou sair se eu estava de castigo?
- Você não estava, você está.
- E por que eu vou sair? Vou ficar sem computador?
- Por que eu esqueci de te avisar e agora já está tudo combinado. Vai ter que ficar para semana que vem. Sábado que vem você não sai, nem domingo, nem sexta. Não inventa, não tente me dar a voltar e eu não vou esquecer dessa vez.
Minha mãe diz que eu contesto demais, que minha curiosidade pelo fundamento das coisas as vezes pode ser negativa. Mas, pomba, eu to de castigo a duas semanas, ninguém me avisou nada, ai me vem contar justo quando vou pedir dinheiro. É ou não é para ficar em pânico? Tipo, iam bloquear o dinheiro, logo, eu não iria sair. Não dá para não tentar entender aquilo.
Voltei para a sala, onde estavam meu pai, Júllyan e minha avó. Ai vejo a seguinte cena: Júllyan querendo morrer, de tanta vergonha, minha vó rindo e meu pai esperando uma resposta da Júllyan. Tadinha, meu pai passou todo o momento em que eu estava na cozinha sacaneando a Jú, a bixinha não sabia onde enfiar a cara, e olha que ela é muito cara de pau, então você imagina o que teria feito a menina ficar morrendo de vergonha e minha vó gargalhando. Acontece que meu pai havia comentado com a Jú que as enormes argolas dela pareciam mais uma parabólica do que um brinco. Ai eu apareci e ela apontou para mim "Pois sua filha usou a parabólica no final de semana passado para sair." Meu pai virou para mim com ma cara de "Meu Deus, justo você?" ai eu achei melhor ir me vestir e dar no pé. Saindo de casa abracei minha avó, minha mãe e quando vou abraçar meu pai "Esse abraço me custou trinta reais." Ele ainda não entendeu que pai não é consumidor, pai é fornecedor.
Fui para a casa da Jú e de lá íamos para o centro da cidade para comprar umas coisas que ela estava precisando, voltaríamos rapidinho e iríamos almoçar na casa da tia dela. Imagine um final de semana com a afetada, escandalosa e indiscreta, Júllyan...

Acordei 05:45, fiz tudo me arrastando para 06:50 estar saindo de casa e chegar na escola 07:05, só cinco minutos atrasada, mas acredite, é melhor do que pegar aquele mundarel de gente subindo a escada ao mesmo tempo. Primeiro que era para chegar às oito e eu cheguei às 07:15. Por sorte, metade da minha turma e mais um pessoal lá chegou atrasado, ai ficou metade da escola do lado de fora batendo papo. O maior assunto era: Aqueles guris do Tokio Hotel são, com toda a certeza, gays. De mais de quinze meninas, só eu e mais umas três compartilhavamos dessa opinião, mas tudo bem. Bate oito horas e subimos para fazer as provas. Geometria e geografia, nada a ver com nada.
Meu Deus do céu, eu fique das 8 às 09:50 fazendo a prova de geometria, sendo que dez horas teríamos que ir embora e eu ainda nem tinha colocado o meu nome na de geografia. Terminei a prova de geometria e, em menos de dez minutos, fiz a de geografia. A Júllyan já estava do lado da professora me encarando - Já que só tínhamos sobrado na sala eu, Gustavo e Stephanie - entreguei as provas e desci. Chegando lá em baixo escuto os comentários sobre a prova, tudo muito animador. "Cara, a prova de geometria estava muito fácil..." Ein? Fizemos a mesma prova? Por que eu levei duas horas para conseguir fazer e deixar duas questões em branco. "A resposta da 3 era b) e na sete x era igual 80º" pronto, isso os mais nerds da sala falando e eu vendo que tinha marcado tudo errado, simplesmente tudo errado.
Não existe nada pior do que término de prova, quando todo mundo se junta para comentar os resultados, o que marcou, qual era qual. É ali que você vê que é um completo ignorante que errou a prova toda. Nisso, me aparece a Carol "Você vai sair hoje?" Tipo, ein? Minha cara de total pânico não estava o suficientemente convincente? Eu precisava chorar? Gritar? É claro que eu não ia sair. Ai o assunto mudou, prova de geografia... Minha resposta bateu com a das pessoas certas, o que me deixou mais aliviada. Tiro zero em uma e gabarito a outra, bem equilibrado. Minha mãe vai amar essa. Bom, pelo menos daria para curtir meu final de semana com a consciência mais limpa.
Fui para minha casa com a Jú, lá ela ia me ajudar a escolher o que levar para a casa dela, já que nós iríamos sair a noite, já tinha que estar com a roupa separada. E também tem o negócio de dinheiro. Aqui em casa funciona assim: Meu pai é o fundo monetário que só é liberado depois que minha mãe autoriza e, como ele iria passar lá em casa para ver a filha e a obra do banheiro, ele iria liberar a grana. Nisso eu descubro duas coisas 1) Eu estava de castigo, mas minha mãe esqueceu de me avisar. 2) Não tenho noção de nada.
Foi mais ou menos assim:
- Paaaaai, preciso de dinheiro para sair.
- Você não estava de castigo?
- Não.
- Sua mãe disse que estava.
- Mas ela deixou eu ir para a casa da Jú.
Ai ele me deu o dinheiro com muita má vontade dizendo que eu não tenho noção das coisas, e que, com o dinheiro que eu saia nos finais de semana, sustenta-se uma família. Fui para a cozinha falar com a minha mãe a respeito do tal castigo que eu não sabia.
- Mãe, eu estou de castigo?
- Não, por que?
- Meu pai disse que você disse para ele que eu estava.
- Ih é, menina! É tanta coisa na cabeça que eu esqueci.
- Mas por que eu estou de castigo?
- Por causa da hostilidade da semana passada, e por que saiu e deixou tudo bagunçado.
- E por que você me deixou sair se eu estava de castigo?
- Você não estava, você está.
- E por que eu vou sair? Vou ficar sem computador?
- Por que eu esqueci de te avisar e agora já está tudo combinado. Vai ter que ficar para semana que vem. Sábado que vem você não sai, nem domingo, nem sexta. Não inventa, não tente me dar a voltar e eu não vou esquecer dessa vez.
Minha mãe diz que eu contesto demais, que minha curiosidade pelo fundamento das coisas as vezes pode ser negativa. Mas, pomba, eu to de castigo a duas semanas, ninguém me avisou nada, ai me vem contar justo quando vou pedir dinheiro. É ou não é para ficar em pânico? Tipo, iam bloquear o dinheiro, logo, eu não iria sair. Não dá para não tentar entender aquilo.
Voltei para a sala, onde estavam meu pai, Júllyan e minha avó. Ai vejo a seguinte cena: Júllyan querendo morrer, de tanta vergonha, minha vó rindo e meu pai esperando uma resposta da Júllyan. Tadinha, meu pai passou todo o momento em que eu estava na cozinha sacaneando a Jú, a bixinha não sabia onde enfiar a cara, e olha que ela é muito cara de pau, então você imagina o que teria feito a menina ficar morrendo de vergonha e minha vó gargalhando. Acontece que meu pai havia comentado com a Jú que as enormes argolas dela pareciam mais uma parabólica do que um brinco. Ai eu apareci e ela apontou para mim "Pois sua filha usou a parabólica no final de semana passado para sair." Meu pai virou para mim com ma cara de "Meu Deus, justo você?" ai eu achei melhor ir me vestir e dar no pé. Saindo de casa abracei minha avó, minha mãe e quando vou abraçar meu pai "Esse abraço me custou trinta reais." Ele ainda não entendeu que pai não é consumidor, pai é fornecedor.
Fui para a casa da Jú e de lá íamos para o centro da cidade para comprar umas coisas que ela estava precisando, voltaríamos rapidinho e iríamos almoçar na casa da tia dela. Imagine um final de semana com a afetada, escandalosa e indiscreta, Júllyan...

Cenas do cotidiano de qualquer pessoa.
Fomos pro centro da cidade, voltamos e fomos para a casa da tia dela, onde encontramos com o padrasto dela, o Marco, e a filha dele, Manuela. Almoçamos e um tempo depois, fomos para a casa dela, tomamos banho e fomos nos vestir.
Eu fui com um short jeans claro, uma polo listrada, teal e branca com um allstar branco. Jú foi com uma polo branca, calça jeans e allstar branco. Até que chegou a Stephanie do sétimo ano, outra Stephanie, não a nossa Tephi. Fomos de ônibus... Ê vidão. Descemos em frente a C&A e de lá fomos para a praça. A Jú ficou com um conhecido nosso, dono de um estilo original, inédito, playsson. Ai tá ele, abraçado com ela e me enchendo o saco para ficar com o amigo dele, playsson também. Depois de receber só Deus sabe quantos não, ele perguntou o porque. Eu, muito simpática, respondi "Por que eu odeio Playsson." Isso deu uma confusão, mas são outros 500 que não vale a pena falar. Ela ter ficado com esse garoto, não eu ter falado para ele que playsson é a pior espécie que existe. E aquele cubículo estava lotado de playsson. Mas tinha um de camisa preta muito lindo, que, graças à Deus, não é playsson. Mas, não pense besteira, não aconteceu nada.
O resto não é interessante, o final de semana correu normal... E minha mãe não esqueceu que eu estou de castigo.
Eu fui com um short jeans claro, uma polo listrada, teal e branca com um allstar branco. Jú foi com uma polo branca, calça jeans e allstar branco. Até que chegou a Stephanie do sétimo ano, outra Stephanie, não a nossa Tephi. Fomos de ônibus... Ê vidão. Descemos em frente a C&A e de lá fomos para a praça. A Jú ficou com um conhecido nosso, dono de um estilo original, inédito, playsson. Ai tá ele, abraçado com ela e me enchendo o saco para ficar com o amigo dele, playsson também. Depois de receber só Deus sabe quantos não, ele perguntou o porque. Eu, muito simpática, respondi "Por que eu odeio Playsson." Isso deu uma confusão, mas são outros 500 que não vale a pena falar. Ela ter ficado com esse garoto, não eu ter falado para ele que playsson é a pior espécie que existe. E aquele cubículo estava lotado de playsson. Mas tinha um de camisa preta muito lindo, que, graças à Deus, não é playsson. Mas, não pense besteira, não aconteceu nada.
O resto não é interessante, o final de semana correu normal... E minha mãe não esqueceu que eu estou de castigo.

1 comentários:
Adorei. Hahahaha Sua mãe te corto legal
Postar um comentário